faltam exatamente um mês para as eleições para presidente no peixe. Os prováveis candidatos são: o atual presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor e Vicente Cascione, candidato da oposição e ex-deputado federal e ex-presidente do Conselho Deliberativo do Santos (1982-1983). Devo admitir que simpatizo mais com a atual gestão: segurando as jóias com a venda de outras ''falsas jóias'', tais como André, Zé Eduardo, Alex Sandro, entre outros.
Aqui estão as entrevistas que o repórter Ademir Quintino fez com os dois cartolas e publicou em seu blog, para que o torcedor e eleitor santista possa conhecer melhor o perfil e a proposta de ambos.
Entrevista de Vicente Cascione:
Jornalista Ademir Quintino: O Sr. é candidato as eleições para a presidência do Santos?
Vicente Cascione: “Há uma unanimidade em torno do meu nome, inclusive de alguns dissidentes da situação. Sou sócio do Santos há 69 anos. Disse ao grupo que me convidou a ser candidato, que direi na véspera que todos os números sobre a atual situação do clube estiverem a minha disposição, se serei candidato ou não”.
AQ: O Sr. tem o apoio do ex-presidente Marcelo Teixeira?
VC: “Acho que a administração do Marcelo Teixeira no geral dificilmente terá condições de ser superada. Deixou uma estrutura física fantástica com todas as instalações. Veja o CT Rei Pelé, as condições em que se encontra a Vila Belmiro, sem esquecer da base dos atletas que a atual administração teve a disposição. Não tenho memória curta, nem eleitoral. Depois dele, ninguém fez mais”.
AQ: Como o Sr. avalia a atual administração?
VC: “Faz muito barulho. Antes deles assumirem o clube (Resgate) pareciam que iam transformar o Santos em algo acima do irreal, no bom sentido da palavra e estão no trono mais real que nunca. Não fizeram nada, absolutamente nada parecido que diziam que iriam fazer. Não tenho críticas pessoais contra absolutamente ninguém, mas continuam na planície da mesmice”
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AQ: É verdade que o Sr. E o atual presidente Luis Álvaro jantaram na sexta-feira retrasada (30/10)? Se a resposta for positiva, foi casual? Houve alguma tentativa de um acordo entre a situação e oposição?
VC: “Você está bem informado, o encontro aconteceu; mas não foi um jantar e foi casual. Aliás, até achava estranho nós (Cascione e Luís Álvaro) não termos nunca nos encontrado, pois temos amigos em comum. O que aconteceu é que eu estava com meu sobrinho em São Paulo e fui a um bar temático desses de happy-hour. Nos encontramos, a mesma mesa, conversamos sobre o Santos, evidente, mas não tocamos em assuntos políticos do clube”.
AQ: Como o Sr. ainda não decidiu se é candidato, podemos falar em plataforma, caso se concretize a candidatura e seja efetivamente eleito?
VC: “Você sabe como e onde me encontrar Assim que decidirmos, voltaremos a nos falar e darei uma nova entrevista com o maior prazer”.
Jornalista Ademir Quintino: O Sr. é ou não candidato à reeleição a presidência do Santos?Se tem dúvida quando decidirá?
Luís Álvaro Oliveira Ribeiro: “Ainda não. Posso até vir a ser, mas ninguém é candidato de si mesmo. Me dispus a dedicar dois anos da minha vida única exclusivamente ao Santos. O clube hoje vive um momento de reinserção da sua marca a nível internacional. Se os sócios e as forças políticas internas entenderem que eu possa ser útil para permanecer como presidente por mais um período, eu atenderei esse anseio, mas não tenho essa ambição de continuar. Quanto à decisão se vou mesmo concorrer à reeleição, pretendo faze-lo na primeira semana de novembro”.
AQ: O pré-candidato da oposição fez críticas a atual gestão afirmando-nos que não saiu da planície da mesmice. Como o Sr. encarou essas palavras?
LAOR: “Creio que o Vicente Cascione não tem acompanhado a vida do Santos Futebol Clube e não deve vir a Vila Belmiro habitualmente; A mesmice que ele se refere será que incluiu os quatro títulos em dois anos, sendo uma Libertadores que o clube não vencia há 48 temporadas? Será que está incluída a participação do Santos no Mundial do Japão, a reinserção no mercado internacional; a manutenção de PH Ganso e Neymar contrária à solução da mesmice de se vender prematuramente jovens craques; a contratação do melhor técnico do Brasil, Muricy Ramalho; o aumento das cotas de patrocínio que triplicou nos últimos dois anos; a homologação do Octa-Campeonato, uma luta de 40 anos; a colocação do Santos no 1º grupo da distribuição das verbas da TV Globo, reivindicação de mais de 10 anos; o retorno da auto-estima, do amor próprio do torcedor alvinegro que vê seu time como protagonista e não mais como coadjuvante; a liderança como o time de maior exibição no país com participações constantes de atletas do elenco inclusive em programas de TV que o clube nunca esteve presente? Se isso é a mesma coisa, o que mais seria diferente?”.
AQ: Houve realmente o encontro com o pré-candidato da oposição, Vicente Cascione em São Paulo no último dia 30 de setembro?
LAOR: “Houve sim, um encontro cordial e conversamos de tudo um pouco. Ele (Cascione) me disse que foi convidado pelo grupo da oposição do clube a concorrer às eleições, mas também ainda não havia decidido. Apenas ratifiquei que se ele for realmente candidato e eu também, teremos um debate de idéias, algo que infelizmente não houve na última eleição”.
As eleições começam no dia 3 de Dezembro e também terá urnas na capital (São Paulo). Terá início as 10h da manhã e se encerrará as 18h. Será a eleição mais democrática da história do alvinegro praiano. Pela primeira vez terá urnas nas cidades em um raio de cinquenta quilômetros da cidade de Santos. Mas a cidade deverá ter mais de 500 associados que detém o direito ao voto. Vote consciente no que você ache melhor para o Santos Futebol Clube. Para mais informações, clique aqui.
Da-lhe Santos, meu amor!


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