Olá peixinhos,
começa agora a retrospectiva de 2011 do Santos FC. Ano que teve muitas glórias para o alvinegro praiano: campeão do Paulistão em cima do Corinthians na Vila Belmiro, Tri da Libertadores e vice do Mundial de Clubes da FIFA.
Janeiro-Março: As invenções do Professor Pardal
Contratado especialmente para esta temporada de Libertadores, Adilson Batista, o Professor Pardal, não deu muito certo no Peixe. Dois empates nos dois primeiros jogos do campeonato continental, uma derrota no clássico, vários empates contra times pequenos no paulista e invenções de esquemas táticos - origem do apelido dele - malucos em que só faltava colocar o Neymar de lateral. Nem os muitos gols de Elano salvaram o professor.
Demitido depois de dois meses. Martelotte foi chamado as pressas novamente até achar outro técnico.
Março: Muriçy e a eficiência vitoriosa
Muriçy Ramalho é contratado pela diretoria e é pé-quente: assistiu a primeira vitória no torneio do novo time no camarote da Vila. Depois que assumiu, reverteu um quadro quase impossível na primeira fase da Libertadores e nos classificou para as oitavas.
Abril-Junho: Time campeão e finalista
O técnico melhorou a defesa, mas deu uma brecada no ataque. A maioria dos jogos eram vencidos por 1 x 0 ou 2 x 1, mas em casa. Os jogos fora, o principal objetivo era o empate.
De vitória e empate em vitória e empate, chegamos até a final do Paulistão 2011. Justamente contra o maior rival, o ''Timão''. Muricy usou a mesma tática de sempre: empatou em 0 x 0 no Pacaembu e venceu por 2 x 1 na Vila. Teve uma ajudinha do goleirão adversário, é verdade, mas foi merecido.
Depois de campeão, o Santos ainda conseguiu ir para a final da Libertadores, batendo América/mex, Once Caldas e Cerro Porteño anteriormente. Sempre no ''muricybol''.
Junho: O ápice do ano
Chega Junho e a expectativa da grande final aumenta. O time inteiro está concentrado só para esse momento. Só o time reserva joga no Brasileirão.
A primeira batalha da final contra o Peñarol é muito truncada e são poucas as chances de gol. O time auri-negro até faz um, mas o impedimento é marcado.
Já o segundo foi amplamente dominado pelo Santos. Não teve dificuldade em fazer 2 x 0 com o gênio Neymar e com o predestinado Danilo. Mas nem tudo foram flores. Um baque nas 42 mil pessoas - inclusive quem vos escreve - que lotaram o Pacaembu: gol contra de Durval. O medo do empate logo passou na cabeça de todos os santistas.
Não abalado, o alvinegro segurou o resultado e se tornou, 48 anos depois, Tri campeão da Libertadores da América. Consagrando a geração de Neymar, Ganso e cia.
Julho-Dezembro: Pensamento no mundial, mas vitória contra os grandes
Já a partir de Julho, o planejamento para o mundial foi começado. Ainda sim, acreditavam em uma recuperação do time no Campeonato Brasileiro para tentar brigar até, quem sabe, pelo título. Coisa que não aconteceu.
A sequencia de lesão de jogadores importantes fez com que a diretoria pressionasse Muricy só utilizasse os titulares em jogos contra grandes. Tudo visando a preparação. Deu certo: vitória sobre Corinthians, Vasco, Fluminense e Botafogo.
Perto do 12º mês, Neymar recebeu a notícia que estava entre os 23 melhores jogadores do mundo de acordo com a FIFA. E que ainda estava concorrendo ao gol mais bonito de 2011, aquela obra-prima contra o Flamengo.
Ainda teve espaço para o título do time de futsal. O da Liga Futsal, liderado por Falcão, a equipe alvinegro derrotou o Carlos Barbosa na final.
Dezembro: Frustração
A frustração já começou ao saber que Neymar não foi escolhido um dos três finalistas da Bola de Ouro da FIFA, mas que estava entre os três gols mais bonitos. Veio ainda o anuncio que o camisa 11 vai ficar no Brasil, mais precisamente no Santos, até 2014. Um feito sem precedentes no futebol sul-americano.
Depois veio o mundial, onde se depositava muita esperança no confronto Neymar x Messi e Santos x Barcelona. O jogo realmente aconteceu na final. Mais não foi um confronto, foi uma aula de futebol do time catalão. 4 x 0 com mais de 70% de posse de bola. Neymar não deu um chute a gol.
Todos esperavam que o Santos conseguisse parar essa máquina espanhola. Não deu. Foi só mais um pequeno obstáculo do segundo maior time que vi jogar em minha vida. Barça campeão mundial.
De todo jeito, agradeço a todos que participaram do Santos FC esse ano e que trouxeram dois títulos e muitas alegrias para mim e para toda a nação santista. Que a retrospectiva 2012 tenha ainda mais alegrias que essa! E pela última vez em 2011:
Da-lhe Santos, meu amor!

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