segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pós-jogo: Santos 1 x 2 Palmeiras

E ai peixada,
   trágico e frustrante. Essas foram as palavras para o jogo de ontem. Arbitragem pífia, muita bateção palmeirense, estar ganhando até os 40 minutos do segundo tempo e ai... Bom, melhor deixar o Kako Ferreira falar. Não estou em condições psicológicas para comentar essa partida. Então, com vocês, Kako:
   Tudo estava indo bem, Neymar comemorava seu centésimo gol, ganhava os parabéns do torcedor e caminhávamos para a segunda vitória no campeonato, até que...
   Como terminou este filme você já sabe, o mocinho morreu no final do mesmo crime praticado em tantos outros finais tristes: a temível bola aérea e a sua falha na marcação, na sequência uma fatalidade de Maranhão que já havia nos salvado de um gol certo, só que errou mais do que acertou.
   Ontem estava evidente a inoperância de nossos laterais improvisados, Pará na esquerda tinha extrema dificuldade em cruzar de canhota, Maranhão uma extrema dificuldade em jogar bola.
   No meio de muitos erros, não temos um jogador de transição que conduza a bola com qualidade ao ataque. Neymar tem que voltar muito, Ganso tem acertado os passes para Neymar, mas só para ele, parece que proibiram o camisa 10 de passar a bola para outros jogadores, só Neymar...
   No ataque a bola quando chegava não havia um Cristo em posição para recebê-la, Borges em péssimas condições físicas não se movimentou, Alan Kardec o substituiu mas quase não pegou na bola.
   Mesmo com todas estas falhas estávamos ganhando, pois é, estávamos. Após uma falta cometida em Neymar, que o juiz resolveu não marcar, como de praxe, o Palmeiras contra-atacou e Maranhão só completou a proeza. A arbitragem deu 3 minutos de acréscimo, contem comigo: 45+3= 48, correto? Não nas contas do Sr. Luiz Flávio de Oliveira que apitou aos 47:20.
   Sem querer culpar arbitragem por resultado de jogo, até quando vamos aguentar essa modinha da arbitragem brasileira em não marcar faltas nem punir quem bate em Neymar? Parece que há um código de conduta entre os árbitros, se marcar faltas sobre Neymar, o ''amiguinho'', colega de profissão vai ligar zoando ao fim do jogo:
   ''Ihh, frouxo, marcando faltas sobre o moleque é?''
   Sei lá, me parece isso. Vi cartões amarelos distribuídos aos jogadores do Peixo no atacado, aplicação de cartões que se fosse usado o mesmo critério, jogadores do Palmeiras seriam expulsos de cara.
   Entendo que estávamos jogando com jogadores reservas em algumas posições, que o calor estava intenso e o time não está no auge da preparação, mas toda atenção deve ser dada agora, alguns gostam de usar a expressão do farol amarelo, que seja, que sirva de alerta para mostrar que futebol é coletivo, Neymar e Ganso não jogam sozinhos e por enquanto estão órfãos.
   Se serve de alento, nos últimos Paulistões que fomos campeões, também perdemos do Palmeiras, mas isso é teoria e história, futebol é bola rolando e morrendo no fundo da rede.


                                           Da-lhe Santos, meu amor!

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