E ai peixada,
castigo, a bola pune, displicência... muitas expressões caberiam para definir esse jogo. Concerteza a mais certa - e a mais cruel do futebol - é formada por quatro palavras simples: quem não faz, toma! Quando o Peixe começou a perder uma, duas, três chances, já comecei a pensar nesse, digamos, ditado futebolístico. E o Strongest chegando, chegando. Até que aos 90 do segundo, veio a punição e a virada do time boliviano.
Umas duas horas antes da partida, uma notícia não muito agradável: Juan estava suspenso e não poderia atuar. Ele foi expulso em um jogo do São Paulo (contra o Libertad) ano passado, mas só perceberam dentro do ônibus indo para La Paz. Fucile iria para a esquerda e Pará o substituiria. Quem diria que essa troca seria tão trágica no jogo...
Quando começou, o alvinegro era um pouco defensivo, explorava os contra-golpes. Procurava um ritmo de jogo na altitude de 3600 metros. Mesmo assim, aos 10, em cobrança de falta, Ganso jogou na área e Henrique aproveitou a confusão do goleiro para fazer 1 x 0. A pressão boliviana aumentou. Depois do cruzamento, da furada de Ibson e na infantil falha de marcação de Pará, Cristaldo igualou o placar.
Time grande que é, o Peixe foi para cima no segundo tempo. Ganso distribuía bolas como se fosse o Bruninho do vôlei. Se todos os passes na cara do gol que ele tivesse metido, tivessem se concretizado em gol mesmo, o Santos metia cinco no Strongest. Infelizmente Neymar e Alan Kardec perderam chances que não costumam perder e Elano (entrou no segundo tempo no lugar de Ibson) - cara a cara com o goleiro, sem ninguém perto para marcar, tempo para pensar - acertou o travessão.
Isso já tinha dado quase 40 jogados no segundo tempo. De tanto perder chances, cansamos e o poderio de ataque se esgotou. O time da casa foi para cima e assustava, mas o empate parecia certo. Já pensávamos ''É, empate fora de casa, na altitude. Ta bom demais. Vitória seria melhor, mas...gol do The Strongest''. Aos 90, em MAIS UM CRUZAMENTO e OUTRA FALHA de Pará. Impressionante como essa defesa - que joga junta a mais de dois anos - é tão ruim no alto. As torres Edu Dracena e Durval não conseguem ajeitar isso?
Entretanto não estou aqui para cornetar quando perde e elogia só quando ganha. O time jogou extremamente bem, mas em duas falhas perdemos o jogo. Paciência. Levantar a cabeça e ir para cima do Inter na Vila Belmiro. Perdemos só uma - a primeira - batalha, porém não a guerra. Assim como no ano passado: no peito e na raça, nos classificaremos. ''Olha no meu olho, nós vamos classificar!''.
Da-lhe Santos, meu amor!


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